segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Os pastores e as ilustres ovelhas

Os pastores e as ilustres ovelhas desconhecidas de seu grande rebanho


Observando os Evangelhos, vemos que Jesus fez poucos discursos para multidões. Como o Bom Pastor, ele priorizou o ato de dialogar, não monologava muito... Tudo bem próximo e prático. Perguntas e respostas. O problema é esse, sua solução está aqui!.Sem generalizar, aproveito para dizer que muitas almas...


domingo, 29 de agosto de 2010

CARATER CRISTAO

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Leitura bíblica: Mateus 5.1 a 12

“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo,
disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos
céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. (Vs. 11 e 12)
Uma pesquisa feita pelos escritores Kouses e Postner sobre o tema: “Características
mais admiradas no líder”, abrangendo pessoas da América, Ásia, Europa e Austrália, apresentou
o seguinte resultado: Honestidade, 88% dos entrevistados; Visão do futuro, 75% dos entrevistados;
Inspiradores, 68% dos entrevistados; e Competência, 67% dos entrevistados.
Ao pensarmos em como deve ser o caráter cristão, estamos aplicando-o ao líder. As
palavras “caráter” e “característica” têm a mesma raiz. As características do líder têm a ver com o
seu caráter.
OS “C” DA LIDERANÇA SÃO: CARÁTER, CARISMA, COMPROMISSO E
COMPETÊNCIA.
Os verdadeiros líderes são admirados especialmente pelo Caráter, Carisma,
Compromisso e Competência, mas também pela honestidade, visão de futuro, inspiração, lealdade,
apoio, mente aberta, criatividade, inteligência prática e funcional, confiabilidade, cooperação,
determinação, maturidade, ambição, autocontrole, independência, dentre outras qualidades que
tornam um líder admirado por todos e invejados por alguns.
I. CARÁTER - Caráter é a principal característica de líderes admirados. “Caráter”, diz o
dicionário Webster, “é um conjunto de traços mentais e éticos que tornam uma pessoa ou um
grupo de pessoas, de boa reputação e excelência moral, admirados aos olhos dos demais.”
O líder é alguém enérgico e energético, com visão do futuro, orientado para o futuro, próativo,
resolvedor de problemas e nunca um criador de caso; que tenha equilíbrio – inteligência
emocional, integridade e dedicação. É um ser admirado por quase todos e notável, mas muito
difícil de se encontrar.
II – CARISMA - Carisma é uma graça pessoal extraordinária, concedida pelo Espírito
Santo. É como “a unção, uns são e outros não.” (Rev. Antônio Elias). Carisma é força divina concedida a uma pessoa, visando ao bem da comunidade de fé e à Glória de Deus. O líder
carismático influencia até sem querer. Pois quando ele quer influenciar (sem carisma) torna-se um
manipulador perigoso, corroído pela inveja. Basta lembrar a figura de Saliére, no filme Wolgang
Amadeus Mozart. O carisma está no nome e no DNA dele. Até brincando ele brilha, mesmo
morrendo continua vivo e lembrado: “Jamais morre quem em nossos corações vive.”
III – COMPROMISSO - O escritor S.R. Corey, em Principle Centered Leadership (Liderança
Centralizada em Princípios), define compromisso assim: “É um sinal de envolvimento global, com
todo o coração, mente, vontade e forças”. Envolve razão, emoção, volição, é garra e determinação.
Siginifica comprometer-se, alistar-se em uma causa justa, válida e útil e levá-la a bom termo, ainda
que com grande dose de renúncia e sacrifício. “Vencer sem lutas é triunfar sem glórias.”
A melhor resposta que o líder dá aos seus críticos é mostrar mais produtividade e, em
alguns casos, “voar mais alto”. É sabido que os ratos não resistem às grandes altitudes. É “deixar
a sua carruagem passar”. Lideramos pelo exemplo e pelo serviço. Nossas atitudes falam mais alto
que o nosso discurso. Ralph Emmerson, cético inglês, certa vez disse: “Aquilo que você é fala tão
alto que eu não consigo ouvir o que você diz.”
Escolher bem os nossos líderes é a chave para o sucesso. O líder não é o mero termômetro,
que apenas indica a temperatura; ele é um termostato que determina a temperatura do ambiente.
IV – COMPETÊNCIA - Tem a ver com capacidade, qualificação, habilidade de preencher
o espaço, o cargo ou a função. O líder competente é, não apenas um lançador de visões, mas
também um estabelecedor de alvos, um solucionador de problemas; ele é orientado para resultados
e pelo futuro; ele é um trator para trabalhar e gosta de ver o trabalho feito, bem-feito e a tempo.
Ser revestido de poder, unção e autoridade resulta da nossa eleição, em primeiro lugar. É
o chamado de Deus para ser líder. Mas há também o reconhecimento da comunidade que o elege.
Vota nele por reconhece o seu talento e o seu valor. Esta unção popular também dá poder. A
expressão “ungido pelas urnas” não é mera retórica. Concede autoridade e comunica intrepidez.
O líder pode ser um gigante adormecido dentro de um dos membros do grupo. No
momento em que é chamado por Deus e reconhecido pelos homens ele desperta e supera as
expectativas. Todavia, se o escolhido pelo povo não é o vocacionado por Deus, poderá ser um
convite ao espinheiro para reinar sobre as árvores, como ensina a Bíblia. Ele poderá ocupar o
cargo, mas não liderar. Para tristeza sua, e atraso da obra de Deus, é apenas alguém cujo
mandato todos querem ver passar logo. É claro que a obra continua, se ela é do Senhor. E os
liderados procurarão acertar na próxima.
O poder e a autoridade podem também ser conferidos pela nomeação. Uma das qualidades
que mais me atrai nos líderes que são admirados, por ser notável, é a habilidade que têm de
descobrir e motivar novos líderes. Têm a difícil arte de pôr a pessoa certa no lugar certo, na hora
exata, para fazer o trabalho de que mais gosta. Os resultados são fantásticos; os créditos são dos
que fazem, porque é impossível separar a obra do seu autor. Ele deixa sempre a sua marca e suas
impressões digitais em tudo o que faz.
Entretanto, a honra, a glória e o louvor são do nosso Deus e do seu Cristo. “E ele reinará
para sempre e sempre!”
V - DEFINIÇÕES E LIDERANÇA - O que é um líder? A pessoa já nasce líder ou o líder
pode ser feito? Perguntas assim tão simples e despretensiosas têm motivado centenas de livros.
No presente editorial não tenho a pretensão de esgotar o assunto, mesmo porque alguém já disse
que “um bom pintor é conhecido não apenas pelo que põe no quadro, mas também pelo que
deixa de pôr.”
a) Liderança voltada para a solução de problemas. O Dr. Luder Whittock Jr. meu professor
no curso de Doutorado em Ministério, deu-nos a seguinte definição de liderança: “liderança é a
capacidade de influenciar outros, levando-os a fazer o que precisam fazer, mas não sabem
como fazê-lo: Liderança orientada pela tarefa, pela solução dos problemas. Liderar é levar as
pessoas a fazerem o trabalho com o líder e por ele motivadas. As pessoas seguirão o líder por
seu carisma e habilidade de sintetizar o que seu grupo pensa, quer e precisa fazer.”
Para influenciar outros é preciso ter personalidade forte, integridade, honestidade e
caráter; para se conhecer efetivamente a necessidade do grupo é preciso ter percepção, inteligência
e habilidade para sintetizar o que pensam, precisam e querem. A chave do êxito do líder é saber
expressar tudo isso com clareza, coragem e firmeza.
Na perspectiva bíblica, liderança é dom de Deus, é a capacidade e a habilidade, dadas
por Deus, de influenciar parte do povo de Deus para o bem e para glória do Senhor. Nessa
dimensão, carisma e caráter são essenciais para que o líder leve o povo de Deus a realizar o seu
propósito. É comum encontrarmos, hoje, “líderes com muito carisma, mas pouco caráter.” Como
resultado, o povo de Deus fica desorientado; ou podemos ver alguns “com forte caráter, mas sem
carisma para liderar” Resultado, a Igreja fica fraca e o povo de Deus desorientado. Líderes
precisam ter habilidades naturais, carisma. Competência e caráter.
b) Os líderes nascem e são feitos, treinados. O Dr. J. Robert Clinton, em “The Making of
a Leader” afirma que “líder é alguém que influencia um grupo específico de pessoas e move-as
na direção do propósito de Deus”. A sua tese é a de que a pessoa aprende a ser líder. “Os líderes
não nascem líderes, são feitos.” Parodiando Orígenes, um dos Pais da Igreja, ao falar sobre os
cristãos que “não nascem, fazem-se” ou são feitos.
Para ser líder é preciso aprender a relacionar-se com as pessoas, efetiva e eficazmente;
saber trabalhar dentro das estruturas existentes, e saber como modificá-las ou criar novas estruturas
que facilitem a missão.
c) Liderar é achar o consenso. Líder é aquela pessoa que primeiro entende e claramente
expressa e mobiliza o “consenso” do grupo. A decisão final não é resultante da vontade de um
líder, mas sim, de uma equipe de líderes, não importa muito quem vai comunicá-la. Por vezes tal
comunicação não seria feita pelo Diretor-Presidente, mas por aquele em cuja área de especialização
o assunto melhor se enquadra.
d) O líder faz e faz fazer. Haverá sempre um lugar especial para líderes especiais. Não
importa quão forte seja a equipe ou o número de especialistas envolvidos, o verdadeiro líder tem
seu espaço assegurado. O líder nasce com o carisma, tem caráter forte, é respeitado por sua
prudência e sabedoria; ele sabe como transformar conhecimento em sabedoria e sabedoria em
informações tão claras, objetivas e bem-pensadas que motivarão decisões rápidas e ações fortes.
Líderes são pessoas informadas pelo passado, desafiadas pelo presente e orientadas
para o futuro. Estão à frente de seu tempo, antecipam-se aos problemas, apresentando as melhores
soluções. O seu grupo concentrará energia na busca de soluções, nunca em problemas. Isso
significa ser pró-ativo e não reativo. Esse é estilo de liderança do Terceiro Milênio.
Nesse novo tempo, os líderes precisam manter o foco, ter princípios bíblicos e práticos.

O Carater Cristão - Um povo escolhido por Deus. Parte 1

O Carater Cristão - Um povo escolhido por Deus. Parte 1

O CARÁTER CRISTÃO.

1. O povo que Deus planejou ter:
·       Fomos escolhidos não meramente para sermos salvos e sim para sermos santos. Efésios 1.4
·       Fomos chamados não apenas para ter a Deus como Pai, e sim para ser perfeitos como Ele. Mateus 5.48 (“teleiós” = maduros completos)
·       O importante não é somente nascer e sim crescer até chegar a medida da estatura da plenitude de Cristo. Ef. 4.13-15
·       Deus não quer apenas quantidade e sim qualidade. A igreja deve ser edificada (construída) com ouro, prata e pedras preciosas, e não com madeira, feno e palha.   I Cor. 3.12
·       Fomos predestinados não apenas para sermos filhos de Deus, mas sim para sermos feitos conforme a imagem de seu Filho. Romanos 8.29
·       O objetivo de nosso ministério não é apenas salvar almas, mas sim apresentar todo homem perfeito em Cristo. Colossenses 1.28
    Em termos práticos, isto significa uma igreja integrada por famílias que vivem em paz e harmonia.
    Maridos ternos, sábios e amáveis.
    Esposas submissas de caráter meigo e pacífico.
    Filhos respeitadores e obedientes.
    Rapazes e moças que chegam virgens ao casamento.
    Anciãos honrados e respeitados pelos mais jovens.
    Crianças felizes criadas no amor e temor de Deus.
    Homens trabalhadores, responsáveis, diligentes, cuidadosos, fiéis.
    Mulheres virtuosas, alegres, cheias de boas obras.
    Um povo diferente, formado por discípulos que aprendem a ser humildes, pacientes, mansos, justos, generosos, sinceros, bons, felizes, honrados, íntegros.
    Discípulos cujo o estilo de vida é amar, perdoar, servir, confessar seus pecados, obedecer, cumprir, sujeitar-se as autoridades, pagar seus impostos, ser sempre verdadeiro, confiar em Deus, amar o seu próximo, ajudar, dividir com os necessitados, chorar com os que choram, rir com os que riem, ser um com seus irmãos, pagar o mal com o bem, sofrer a injustiça, dar graças sempre por tudo, vencer tentações, viver no gozo do Senhor, orar sem cessar, testemunhar a Cristo, ganhar outros para Cristo, Fazer (formar) discípulos, colocar seu dinheiro e seus bens a disposição de seu irmão, e sobre todas as coisas, amar a Deus com todo o seu ser, e ser assim o sal da terra e a luz do mundo.


CARÁTER CRISTÃO


  O termo "caráter" procede do grego "charakter" e significa literalmente "estampa", "impressão", "gravação", "sinal", "marca" ou "reprodução exata".
O vocábulo português encontra-se na Almeida Revista e Atualizada (ARA), nos texto de Mt 10.41 e Fp 2.22. Porém não traduz o original "charakter", mas o grego "onoma" (nome) nas duas ocorrências mateanas e "dokime" (qualidade de ser aprovado) em Filipenses. A tradução Almeida Revista e Corrigida (ARC) verte a palavra na perícope de Mateus por "qualidade de profeta" e "qualidade de justo". A Nova Versão Internacional (NVI), traduz por "porque ele é profeta", "porque ele é justo".
                Não há qualquer contradição nas traduções, uma vez que o substantivo "onoma" permite qualquer uma dessas versões. Em o Novo Testamento, "onoma" significa "pessoas" em Ap 3.4, "reputação" em Mc 6.14 e possivelmente "caráter" em Mat 6.9. O nome (onoma) no contexto hebreu corresponde "as qualidades de uma pessoa". Logo, a tradução de "onoma" refere-se à natureza ou categoria do trabalho realizado pelo discípulo de Cristo, e, não necessariamente ao "caráter", como virtude moral. Já o vocábulo "dokime", traduzido por "caráter" (ARA), "experiência" (ARC) e "aprovado" (NVI), possui o mesmo sentido de Rm 16.10, isto é, "testado e aprovado". O termo, nesse contexto, sanciona a qualidade moral e a experiência dos personagens envolvidos – Apeles e Timóteo foram testados e aprovados como bons obreiros de Cristo. Literalmente o termo significa "a qualidade de ser aprovado". Essa aprovação somente é ratificada depois que o "caráter" foi minuciosamente testado.
                A única ocorrência da palavra "charakter" em seu sentido verbal e imediato encontra-se em Hebreus 1.3. No exórdio epistolar, o literato afirma que nosso Senhor Jesus Cristo é "a expressa imagem" da pessoa de Deus. Ele é o "charakter" – a "estampa", a "gravação" ou "reprodução exata" – da "hypóstasis"  ("substância", "essência" ou "natureza") do próprio Deus.
                Um outro termo grego usado para definir o substantivo “caráter” é “ethos” (hvqoj). Porém, algumas explicações são necessárias. A ética filosófica costuma distinguir entre ethos  e ethos. A diferença está na vogal longa “e” (e – thos) que, infelizmente, não possui corresponde em língua portuguesa. Quando os gregos falavam em ethos, com vogal breve, referiam-se à “ética” (ethiké), em latim, mores, isto é, moral. O termo aludia aos costumes sociais que eram considerados valores necessários à conduta do cidadão na pólis (cidade). Todavia, empregavam “ethos” (hvqoj) quando desejam descrever o caráter e o conjunto psicofisiológico de uma pessoa. Por extensão, “ethos” se refere às características peculiares de cada pessoa. Esses traços individuais determinavam as virtudes e os vícios que um cidadão da pólis era capaz de levar a efeito. Essas peculiaridades são explicitamente resgistradas por Aristóteles em Ética a Nicômaco. O termo ethos diz respeito aos costumes sociais (At 6.14; 25.16), mas ethos ao senso de moralidade e à consciência ética de cada pessoa (1 Co 15.33). Os costumes (ethos) designam os valores éticos ou morais da sociedade, enquanto ethos às disposições do caráter diante de tais valores. No entanto, enquanto na filosofia aristotélica a virtude definia a relação do sujeito com a pólis, no Cristianismo, define, primeiramente, a relação do homem com Deus e, somente depois com os homens. Daí as duas principais virtudes do Cristianismo serem a fé e o amor.
                Como observamos, o caráter é a "marca" pessoal de uma pessoa. O "sinal" que a distingue dos outros e pela qual o indivíduo define o seu estilo, a sua maneira de ser, de sentir e de reagir. Também pode ser definido como o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que determina-lhe a conduta em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo. O caráter, por conseguinte, não apenas define quem o homem é, mas também descreve o estado moral do homem (Pv 11.17; 12.2; 14.14; 20.27
/>Resumo escrito:GersonRamos


Muitos há que, embora procurando obedecer aos mandamentos de
Deus, têm pouca paz ou alegria. Esta falha em sua experiência é o resultado da
falta de exercitar a fé. Andam como se pisassem uma terra salina, um ressequido
deserto. Pedem pouco, quando deviam pedir muito, pois não há limite para as
promessas de Deus. Mães, estais desenvolvendo o caráter. Vosso compassivo
Redentor vos está vigiando em amor e simpatia, pronto para ouvir vossas orações
e prestar-vos a assistência que necessitais em vossa vida. Amor, alegria, paz,
longanimidade, bondade, fé e caridade são os elementos do caráter cristão.
Essas preciosas graças são frutos do Espírito. São a coroa e o escudo do
cristão. Os mais altos sonhos e as mais supremas aspirações não podem almejar
nada mais elevado. Nada pode proporcionar mais perfeito contentamento e
satisfação. Essas realizações celestiais não dependem de circunstâncias nem da
vontade ou do imperfeito discernimento humano. O precioso Salvador, que
compreende as lutas de nosso coração e as fraquezas de nossa natureza, tem
piedade de nós e perdoa os nossos erros e nos outorga as graças que
ardentemente desejamos. Ao abrirdes a porta aos necessitados e sofredores de
Cristo, estais acolhendo anjos invisíveis. Convidais a companhia de seres
celestiais. Eles trazem uma sagrada atmosfera de alegria e paz. Vêm com
louvores nos lábios, e uma nota correspondente se ouve no Céu. Todo ato de
misericórdia promove música ali. O mesmo poder divino que opera nas coisas da
natureza, fala ao coração dos homens, neles criando um desejo inexprimível de
algo que não possuem. As coisas do mundo não podem satisfazer aos seus anseios.
O Espírito de Deus insta com eles a fim de que só busquem aquelas que,
unicamente, podem proporcionar paz e descanso - a graça de Cristo, a alegria da
santidade. Por influências visíveis e invisíveis, nosso Salvador está a operar
constantemente, para atrair o espírito dos homens dos prazeres do pecado, que
não satisfazem, para as infinitas bênçãos que nele podem possuir. A todas essas
almas, que em vão buscam mitigar a sede nas rotas cisternas deste mundo,
dirige-se a mensagem divina: "Quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de
graça da água da vida." Apoc. 22:17.

Graça, Alegria e Paz, da parte Daquele que era, que é, e que há de
vir. O Todo Poderoso.


Características do Caráter Cristão. Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/society-and-news/spirituality/1800780-caracter%C3%ADsticas-car%C3%A1ter-crist%C3%A3o/
http://arenalavras.files.wordpress.com/2007/08/x1padjo0uco2h1vieyw-gywrusmrwwh7jhyo0bnjiyd8emuiecxr3clwohylfjqm3hi5gy6piwsom2qgcaxxq9owvf_i-e1porwn2j8t6de-4fvsnnoeehkn6ddqnpkyyzpvy9q48nelmt2couv3xwochgk5ddrmzrf.jpg
   O caráter do cristão é manifesto em sua vida diária. Disse Cristo: "Toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus." Mat. 7:17. Nosso Salvador Se compara a uma videira, da qual Seus seguidores são os ramos. Ele declara positivamente que todos aqueles que desejam ser Seus discípulos precisam produzir frutos; e então mostra como podem tornar-se ramos frutíferos. "Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim." João 15:4. 
    O apóstolo Paulo descreve o fruto que o cristão deve produzir. Diz ele que "está em toda bondade, e justiça e verdade". Efés. 5:9. E outra vez: "O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23. Estas preciosas graças são apenas os princípios da lei de Deus, demonstrados na vida. 
    A lei de Deus é a única norma verdadeira de perfeição moral. Essa lei foi praticamente exemplificada na vida de Cristo. Ele diz de Si mesmo: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Nada menos   que esta obediência satisfará às exigências da Palavra de Deus. "Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." I João 2:6. Nós não podemos alegar que somos impotentes para fazer isso, porque temos a afirmativa: "A Minha graça te basta." II Cor. 12:9. Ao olharmos no espelho divino - a lei de Deus - vemos a excessiva malignidade do pecado e nossa própria condição de perdidos, como transgressores. Mas, pelo arrependimento e fé, somos justificados perante Deus, e, mediante a graça divina, habilitados a prestar obediência aos Seus mandamentos.
A Geração que Verá a Volta de Cristo
Sempre me pareceu estranho que o teólogo reformado R. C. Sproul começasse sua defesa do Preterismo moderado (do qual ele declaradamente é um dos adeptos) com uma citação do famigerado filósofo cético e ateu Bertrand Russell. Em seu livro The Last Days According to Jesus1 [Os Últimos Dias Segundo Jesus], Sproul parecia tentar agradar a Russell e seus seguidores com uma resposta à questão que Russel levantara sobre a divindade de Cristo. Ele tentou fazer com que a expressão “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mt 24.33-34), se referisse à geração dos discípulos, alguns dos quais ainda eram vivos quando o exército romano (não o Anticristo, como mostra a profecia) destruiu a cidade de Jerusalém no ano 70 d.C.
Russell, que corretamente demonstrara o fato de que aqueles discípulos não viram a volta de Cristo nem o cumprimento de muitas profecias proferidas naquele sermão do monte das Oliveiras, deu então um “salto” interpretativo para chegar à conclusão errônea de que Jesus não podia ser Deus em carne humana, visto que fracassara em cumprir aquela profecia durante o tempo de vida daqueles discípulos. Ao que parece, nunca lhe ocorreu que a expressão “esta geração” não era uma referência àquela geração de discípulos do primeiro século, mas sim uma alusão à geração que veria a seqüência de eventos do fim dos tempos que acontecerá conforme Jesus profetizou. Eu pessoalmente não acredito que Russell tenha sido movido por um forte desejo de identificar Jesus como “o profeta” que Moisés predissera ser o Messias em Deuteronômio 18.18-19. É provável que ele tenha sido influenciado pelos céticos acerca de Jesus que viveram em sua própria geração ou pelos racionalistas alemães ou, ainda, pelos céticos franceses que o antecederam, os quais negaram a divindade de Jesus e a inspiração sobrenatural das Escrituras. O uso equivocado que ele fez de Mateus 24.32-34 foi, muito provavelmente, uma tentativa descarada de tirar a credibilidade de Jesus.
Essa é apenas uma das razões pelas quais o Pre-Trib Research Center [Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas], o Dr. Thomas Ice e tantos outros escritores eruditos abordaram esse assunto em livros, folhetos e periódicos. É importante que se faça isso, não pelo texto das Escrituras em si mesmo, mas por causa da interpretação errada. Uma das coisas básicas que aprendi no estudo da lógica é que se você começa um argumento baseado numa premissa falsa, chegará a uma conclusão falsa. Essa é a razão pela qual a primeira coisa que se faz num debate é averiguar a veracidade ou falsidade da premissa básica (i.e., primeira premissa).
Em vez de adotar o sentido claro desse texto das Escrituras a fim de entender seu significado, nossos colegas de linha reformada e preterista querem nos levar a crer que Jesus fazia uma alusão aos discípulos do primeiro século.
escrituras
Infelizmente, nossos amigos ligados à Igreja Reformada (na sua maioria, amilenistas ou pós-milenistas), que chegaram às suas conclusões em virtude de seu sistema teológico e não pelo sentido claro da interpretação das Escrituras, tentam ler nesse texto aquilo que simplesmente nele não está escrito. Erram em não aceitar a declaração feita por Jesus de que “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v. 34) dentro de seu contexto, a qual refere-se à geração que veria os eventos que Ele acabara de profetizar. Jesus respondeu à pergunta levantada pelos discípulos em Mateus 24.3, “...que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século?”. Contudo, os preteristas cometem o erro de pular falaciosamente para a conclusão de que Jesus se referia àqueles que estivessem vivos quando o templo fosse destruído. Daí, então, os preteristas ficam presos à obrigação de dizer, por exemplo, que Nero (o qual nunca esteve em Jerusalém para cumprir o que está escrito em 2 Tessalonicenses 2.8) é o Anticristo ou a “besta” de Apocalipse 13 (a qual ainda se manifestará no futuro) e que Satanás está preso. Alguns chegam mesmo a dizer que a Segunda Vinda de Cristo já aconteceu no ano 70 d.C. (ainda que tal “cumprimento” não preencha os requisitos das promessas feitas por Jesus acerca de Sua Vinda, muito menos do que foi predito pelos anjos e pelos apóstolos). A concepção de que estejamos vivendo hoje em dia no reino é ridícula; várias outras idéias, igualmente sem base nas Escrituras, têm sido por eles propagadas e parece que não se dão conta [do seu engano] (tudo isso tem sido cuidadosamente abordado nos livros e artigos escritos pelo Dr. Thomas Ice).
Em vez de adotar o sentido claro desse texto das Escrituras a fim de entender seu significado, nossos colegas de linha reformada e preterista querem nos levar a crer que Jesus fazia uma alusão aos discípulos do primeiro século. Sua motivação ao fazê-lo não é porque o texto bíblico em questão ensine isso, mas porque suas pressuposições teológicas o exigem; do contrário, teriam de abandonar suas crenças amilenistas e pós-milenistas. Aqueles que “interpretam as Escrituras em seu sentido literal, a menos que os fatos do contexto imediato nitidamente indiquem o contrário”, crêem, na sua esmagadora maioria, que Jesus voltará imediatamente após a concretização de muitos sinais que Ele apresentou nessa passagem como placas sinalizadoras em resposta às seguintes perguntas dos discípulos: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século” (Mt 24.3).
Portanto, é importante examinar os eventos preditos por Jesus acerca de dias obviamente futuros, a fim de constatar se Ele aludia àquela geração do primeiro século ou fazia referência aos crentes que hão de contemplar os eventos profetizados. Estude a relação abaixo e chegue à sua própria conclusão.
A Introdução do Discurso no Monte das Oliveiras
“Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino” (Mt 24.7).
reino contra reino
• Mateus 24.4-5: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”. Desde o momento da ascensão de Jesus aos céus, centenas de falsos cristos já apareceram.
• Mateus 24.6: “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras...”. Desde que Jesus predisse isso, já houve, pelo menos, 12 mil guerras.
• SUA MENSAGEM: “...vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”.
Jesus Predisse Sinais Que Antecederiam a Tribulação
• Mateus 24.5: “Porque virão muitos em meu nome [...] e enganarão a muitos”. Centenas de falsos mestres apareceram em cena desde o primeiro século até agora.
• Mateus 24.7 – O primeiro sinal ou “dor de parto”: “Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino”. Uma vez que a visão apresentada por Jesus neste versículo era de amplitude mundial, poderia ser uma alusão à I Guerra Mundial (1914-1917), a qual, historicamente, foi o primeiro conflito de proporções mundiais, iniciada por uma nação contra outra e que acabou por envolver as nações do mundo. “...e haverá fomes [a versão Almeida Revista e Corrigida acrescenta: ‘...e pestes’,] e terremotos em vários lugares”, que, literalmente, significa “em vários lugares ao mesmo tempo”. Isso ocorreu, pela primeira vez, depois da I Guerra Mundial. Nos idos de 1918 a 1920, a influenza foi provavelmente a “peste” mais letal do mundo em toda sua história. Os quatro elementos do primeiro sinal referiam-se à I Guerra Mundial.
• Mateus 24.8: “...tudo isto é o princípio das dores” (i.e., dores de parto) ou sinais da Sua Vinda. É interessante que depois disso, muitos outros sinais do fim dos tempos começaram a aparecer – Israel recebeu permissão para retornar à sua terra (em 1917, através da Declaração Balfour) e a Revolução Russa, que resultou no erguimento dessa nação como uma potência mundial, dentre outros sinais.
• Mateus 24.11: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”.
• Mateus 24.12-13: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (ou seja, entrará no Milênio).
• Mateus 24.14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. (Temos nos aproximado rapidamente do cumprimento dessa profecia à medida que o Evangelho se torna conhecido ao redor do mundo). Muitos expositores da Bíblia crêem que os versículos acima descrevem os primeiros três anos e meio do período da Tribulação, tratado detalhadamente nos capítulos 6 a 12 de Apocalipse.
A Grande Tribulação
“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24.14).
todas as nações
• Mateus 24.15: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel...”. Esse texto ensina que a [segunda metade da] Grande Tribulação terá inicío no momento em que o templo for profanado e destruído.
• Mateus 24.21-22: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”. (Para mais detalhes sobre esses três anos e meio da Tribulação, leia Apocalipse 13 a 18, período esse após o qual Jesus Cristo voltará com poder para estabelecer Seu Reino, conforme os capítulos 19 e 20 de Apocalipse). Visto que nunca houve um tempo como esse na história, fica evidente que os versículos profetizam eventos ainda futuros.
• Mateus 24.24: “Porque surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito”. Embora a Igreja tenha ficado infestada de falsos mestres que alegam ser “Cristo” ou “profetas”, os tais nunca realizaram “sinais e prodígios” capazes de enganar até mesmo os eleitos. A batalha entre os seguidores de Satanás e do Anticristo contra o Espírito Santo e os servos de Deus, durante a última metade do período da Tribulação será a maior batalha da história deste mundo.
“Logo em seguida à tribulação daqueles dias [...] todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30).
as nuvens no céu
• Mateus 24.29-30: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias [...] todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. O texto insiste em repetir veementemente que a Segunda Vinda de Cristo acontecerá imediatamente depois do pior período da história humana. Para qualquer leitor imparcial, a conclusão óbvia é a de que tal período ainda não ocorreu, mas aguarda sua concretização no futuro [...] futuro esse que, segundo a opinião de muitos, pode estar bem próximo.
Conclusão
A geração que, conforme os versículos 32-34, contemplará todas essas coisas, de modo nenhum podia ser a geração de discípulos que viveu no primeiro século. Infelizmente, até onde se sabe, Bertrand Russell morreu e foi sepultado com a enganosa concepção de que Jesus cometeu um erro ao profetizar que Sua geração veria a Segunda Vinda dEle, concluindo, assim, que as palavras de Cristo não eram confiáveis. Na verdade, Jesus se referia à geração acerca da qual os discípulos indagaram ao perguntarem: “que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século”. Cristo descreveu “esta geração” como aquela que estará viva no momento em que “sucederão todas estas coisas”.2 Visto que muitos sinais, ao que parece, já começaram a se cumprir, todos nós deveríamos orar e trabalhar a fim de advertir as pessoas para que não percam a oportunidade de encontrá-lO na Sua Vinda para buscar a Igreja, por ocasião do Arrebatamento. Tenho certeza de que eu e você temos o mesmo desejo de que muitos não sejam Deixados Para Trás! (Tim LaHaye - Pre-Trib Perspectives -