terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Índia

A Índia, oficialmente República da Índia, (em hindi: भारत गणराज्य, Bhārat Gaṇarājya), é um país da Ásia Meridional. É o sétimo maior país em área geográfica, o segundo país mais populoso e a democracia mais populosa do mundo. Delimitado ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pela Baía de Bengala a leste, a Índia tem uma costa com 7.517 km.[8] O país é delimitado pelo Paquistão a oeste;[9] pela República Popular da China, Nepal e Butão no norte e por Bangladesh eMianmar a leste. Os países insulares do Oceano Índico, o Sri Lanka e Maldivas, estão localizados bem próximos da Índia.
Lar da Civilização do Vale do Indo, de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, o Subcontinente indiano é identificado por sua riqueza comercial e cultural de grande parte da sua longa história.[10] Quatro grandes religiões, Hinduísmo,Budismo, Jainismo e Sikhismo, originaram-se no país, enquanto o Zoroastrismo, oJudaísmo, o Cristianismo e o Islamismo chegaram no primeiro milênio d.C. e moldaram a diversidade cultural da região. Anexada gradualmente pela Companhia Britânica das Índias Orientais no início do século XVIII e colonizada pelo Reino Unidoa partir de meados do século XIX, a Índia se tornou uma nação independente em 1947após uma luta pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não-violenta.[11]
A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união com umsistema de democracia parlamentar. O país é a décima segunda maior economia do mundo em taxas de câmbio e a quarta maior economia em poder de compra. As reformas econômicas feitas desde 1991, transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo;[12] no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza,[13] analfabetismo, doenças e desnutrição. Uma sociedade pluralista, multilingue e multiétnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos.

Etimologia

O nome Índia é derivado de Indus, que é derivado da palavra Hindu, em persa antigo. Do sânscrito Sindhu, a denominação local histórica para o rio Indus[14]. Os gregos clássicos referiam-se aos indianos como Indoi (Ινδοί), povos do Indus[15]. A constituição da Índia e o uso comum em várias línguas indianas igualmente reconhecem Bharat como um nome oficial de igual status[16]. Hindustão (ou Indostão), que é a palavra persa para a “terra do Hindus” e historicamente referida ao norte da Índia, é também usada ocasionalmente como um sinônimo para toda a Índia[17].

[editar]História

As pinturas da Idade da Pedra nos abrigos na Rocha de Bhimbetka em Madhya Pradesh são as pegadas mais antigas conhecidas da vida humana na Índia. Os primeiros assentamentos humanos permanentes apareceram há mais de novecentos mil anos atrás e pouco a pouco se desenvolveram no que hoje é conhecido como aCivilização do Vale do Indo, a qual teve seu florescimento ao redor de 3 300 a.C, no oeste do atual territorio indiano.[18] Depois de sua queda, começa a civilização védica, que acolheu as bases do hinduísmo e outros aspectos da sociedade indiana, período que terminou em 500 a.C, onde em todo país se estabeleceram muitos reinos independentes e outros estados conhecidos como "Mahajanapadas".[19]
Os Grandes Templos Vivos de Chola, construídos pelo Império Chola durante os séculos XI e XII.
No século III a.C, a maior parte da Ásia Meridional foi conquistada porChandragupta Maruya, para uni-los aoImpério Máuria, na qual floreceu no comando de Asoka.[20] A partir do século III d.C, a Dinastia Gupta levou o império a um período de prosperidade conhecida como "A Idade do Ouro na Índia".[21][22]Por outro lado, os impérios Chalukya e Chola e o Reino de Bisnaga se desenvolveram na parte sul indiana. A ciência, os avanços tecnológicos, a engenharia, a arte, a lógica, as línguas, as obras literárias, as matemáticas, a religião e a filosofia tiveram um período de prosperidade e baixo desenvolvimento ante o patrocínio dos reis.
Por trás das invasões da Ásia Central, entre os séculos X e XII, grande parte do norte da Índia caiu no domínio do Sultanato de Deli, mais tarde do Império Mongol. No reinado de Akbar, a Índia desfrutou de um amplo progresso cultural e conômico, assim como sendo um época de harmonia religiosa.[23] Gradualmente, os imperadores mongóis ampliaram seus impérios para cobrir grande parte dosubcontinente. Contudo, no nordeste da Índia, o poder dominante foi o reino de Ahom de Assam., um dos poucos reinos que resistiram à dominação dos mongóis. Durante o século XIV, a primeira grande ameaça do poder imperial mongol veio do rei rajput Maha Rana Pratap deMewar, e mais tarde do Império Maratha, que no século XVIII dominou grande parte do território da Índia.[24]
A partir do século XVI, várias potências europeias, como Portugal, Países Baixos, França e Reino Unido, estabeleceram postos comerciais e mais tarde tomaram vantagens de conflitos internos para estabelecerem colônias no país, Em 1856, a maior parte da Índia estava sob o controle da Companhia Britânica das Índias Orientais.[25] Um ano depois, uma insurreição a nível nacional de unidades militares e reinos rebeldes, conhecida como a Revolta dos Sipais, desafiou seriamente o controle da empresa, ainda que tenham sido derrotados. Como resultado da inestabilidade, a Índia foi elevada ao controle direto da coroa britânica.
Mahatma Gandhi (à direita) comJawaharlal Nehru em 1937. Dez anos mais tarde, Nehru se convertiria no primeiro-ministro indiano.
No século XX, uma luta a nível nacional pela independência foi estimulada pelo Partido do Congresso Nacional Indiano e outras organizações políticas.[26] O líder indiano Mahatma Gandhiconcentrou milhões de pessoas em várias campanhas nacionais da desobediência civil baixo à política da não-violência.[11]
Em 15 de agosto de 1947, a Índia conseguiu sua independência do domínio britânico, onde ao mesmo tempo zonas de maioria muçulmana se separam para formar um novo estado independente, o Paquistão.[11] Em 26 de janeiro de 1950, a Índia se converte em uma república e uma nova constituição entra em vigor.[4]
Desde a independência, a Índia tem enfrentado muitos problemas de violência religiosa,movimiento naxalita, terrorismo e independentismo, especialmente em Jammu, Caxemira e nordeste indiano. Desde a década de 1960 ataques terroristas têm afetado muitas cidades indianas. O país não conseguiu resolver as disputas territoriais com a China, que gerou a Guerra sino-indiana, e Paquistão, que gerou as Guerras indo-paquistanesas, em 1947, 1965, 1971 e 1999. Índia fou um dos fundadores daOrganização das Nações Unidas (como Índia Britânica) e Movimento Não Alinhado. Em 1974, realizou um teste nuclear subterrâneo, e mais outras cinco em 1998, convertendo-se em um estado nuclear.[27] Desde 1991, importantes reformas econômicas[28] transformaram a Índia em uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo, aumentando sua influência global.[12]

[editar]Geografia

Mapa topográfico da Índia.
A Índia ocupa a maior parte do subcontinente indiano, onde se encontra em cima da placa tectônica indiana, uma placa menor da placa indo-australiana.[29]
Os processos geológicos que definiram a atual situação geográfica da Índia começaram a setenta e cinco milhões de anos atrás, quando o subcontinente indiano e, por continuação, parte do subcontinente Gondwana começaram a se mover a partir do nordeste através do que posteriormente se converteria em Oceano Índico.[29] A colisão superior do subcontinente com aplaca euro-asiática e a subducção debaixo dela deram lugar ao Himalaia, sistema montanhoso mais alto do planeta, que atualmente é a fronteira da Índia a norte e a noroeste.[29] O antigo leito marinho que emergiu imediatamente o sul da Himalaia fez com que o movimento da placa criasse uma grande depressão, que foi sendo levada pouco a pouco por sedimentos propagados nos rios,[30] que atualmente constitui a Planície Indo-Gangética.[31] A oeste desta planície encontra-se o deserto de Thar, separada pela cordilheira Avaralli.[32]

[editar]Clima

O clima da Índia varia entre o tropical, ao sul, e o mais temperado, no norte. Nas regiões setentrionais neva com freqüência no inverno. O clima indiano é fortemente influenciado pelos Himalaias e pelo deserto de Thar. A cordilheira himalaica e o Hindu Kush formam uma barreira contra os ventos frios provenientes da Ásia Central, o que mantém o subcontinente com temperaturas mais elevadas do que outras regiões em latitudes semelhantes. A maior parte da precipitação entre junho e setembro é devida às monções.

[editar]Demografia

Mapa da densidade populacional na Índia.
Com uma população de mais de um bilhão de habitantes,[33] a Índia é o segundo país mais populoso do mundo. Nos últimos cinquenta anos, o país tem vivido um rápido aumento em sua população urbana devido, em grande parte, aos avanços médicos e aos aumentos massivos da produtividade agrícola pela "revolução verde".[34][35] A população urbana da Índia aumentou onze vezes durante o século XX e vem se concentrando cada vez mais nas grandes cidades. Em 2001, 35 cidades indianas tinha sua população igual ou superior a um milhão de habitantes, onde as três cidades mais populosas (Bombaim, Deli e Calcutá), sozinhas, tinham mais de dez milhões de habitantes. Porém, nesse mesmo ano 70% da população indiana vivia em áreas rurais.[36][37]
A Índia é a segunda entidade geográfica com maior diversidade cultural, linguística e e genética, depois da África.[38] A Índia é o lugar de duas grandes famílias linguísticas: a indo-ária (falado por aproximadamente 74% da população) e a dravídica (falada por aproximadamente 24%). Outras línguas faladas na Índia provêm das línguas austro-asiáticas e tibeto-birmanesas. O hindi (ou híndi) conta com o maior número de falantes[39] e é a língua oficial da república.[40] O inglês é utilizado amplamente em negócios e na administração e tem o status de "idioma oficial subsidiário"[41] também é importante na educação, especialmente no ensino médio superior. Cada estado e território da união tem seus próprios idiomas oficiais, e a constituição reconhece outras 21 línguas como oficiais que são faladas por um importante setor da população ou são parte da herança histórica indiana, denominadas de "línguas clássicas". Enquanto o sânscrito e o tamil têm sido consideradas como línguas clássicas por muitos anos,[42][43]o governo indiano também tem concedido o status de língua clássica ao kannada e ao telugu utilizando seus próprios critérios.[44] O número de dialetos na Índua chega a mais de 1 652.[45]
O Templo Dourado em Amritsar, um templo siquista.
Mais de oitocentos milhões de indianos (80,5 % da população) são hindus. Outros grupos religiosos com presença no país são muçulmanos (13,4 %), cristãos (2,3 %), siquistas (1,9 %),budistas (0,8 %), jainistas (0,4 %), judeus, zoroastristas, entre outros.[46] Os adivasi constituem 8,1 % da população.[47] A Índia tem a terceira maior população muçulmana do mundo e a maior população muçulmana para um país de maioria não-muçulmana.
A taxa de alfabetização no país é de 64,8% (53,7% para as mulheres e 75,3% para os homens)[4]O estado com o maior índice de alfabetização é Kerala, como 91%, enquanto Bihar tem a menor taxa, com apenas 47%.[48][49] O índice de masculinidade é de cada 944 homens para cada mil mulheres, enquanto que a taxa de crescimento demográfico anual é de 1,38%: a cada ano, são registrado 22,01 nascimentos para cada mil pessoas.[4] Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada ano morrem novecentos mil índios por beberem água em mal-estado e inalarem arcontaminado.[50] A malária é endêmica na Índia.[51] Existem cerca de sessenta médicos para cada cem mil pessoas no país.[52]

[editar]Cidades mais populosas


Cidades mais populosas da Índia

PosiçãoCidadeEstadoPopulaçãoPosiçãoCidadeEstadoPopulação
1BombaimMaharashtra13 922 12511JaipurRajastão3 102 808
2DélhiDélhi12 259 23012LucknowUttar Pradesh2 685 528
3BangaloreKarnataka5 310 31813NagpurMaharashtra2 403 239
4CalcutáBengala Ocidental5 080 51914PatnaBihar1 814 012
5ChennaiTamil Nadu4 590 26715IndoreMadhya Pradesh1 811 513
6HiderabadeAndhra Pradesh4 025 33516BhopalMadhya Pradesh1 752 244
7AhmedabadGuzerate3 913 79317ThaneMaharashtra1 739 697
8PuneMaharashtra3 337 48118LudhianaPunjabe1 701 212
9SurateGujarate3 233 98819AgraUttar Pradesh1 638 209
10KanpurUttar Pradesh3 144 26720Pimpri ChinchwadMaharashtra1 553 538
Fonte: [1], estimativas de 2009.

[editar]Política

O Bloco Norte, em Nova Deli, uma das principais sedes dos escritórios governamentais.
A Índia costuma ser apontada como a maior democracia do mundo, pois conta com o maioreleitorado dentre os países democráticos. O país adotou como forma de Estado a federação, com um parlamento bicameral que funciona com base em um sistema parlamentarista de estiloWestminster.
O presidente, na qualidade de chefe de Estado, exerce um papel principalmente protocolar, embora seja o comandante supremo das forças armadas e sua sanção seja necessária para que qualquer lei aprovada pelo parlamento entre em vigor. É eleito indiretamente por um colégio eleitoral para um mandato de cinco anos.
A chefia de governo é exercida por um primeiro-ministro, que concentra a maior parte dos poderes executivos. É nomeado pelo presidente, desde que conte com o apoio de um partido ou coalizão que tenha mais de 50% dos assentos da Câmara do Povo (a Câmara Baixa do parlamento).
O poder Legislativo da Índia é exercido pelo parlamento bicameral, que compreende a Rajya Sabha ou Câmara dos Estados (a Câmara Alta) e a Lok Sabha ou Câmara do Povo (a Câmara Baixa). A Câmara dos Estados compõe-se de 245 membros eleitos indiretamente pelas Assembleias Legislativas estaduais para mandatos não-coincidentes de seis anos. Cada estado envia representantes para a Câmara dos Estados com base na sua população. A Câmara do Povo compõe-se de 545 membros eleitos diretamente para mandatos de cinco anos (há pequenas exceções à eleição direta, no caso das antigas castas baixas e representantes anglo-indianos). A Câmara do Povo, nos termos do sistema parlamentarista, é o órgão político nacional por excelência, onde é formado o governo do país. Todos os ministros com pasta devem ser membros do parlamento. O sufrágio universal é garantido pela constituição para cidadãos maiores de 18 anos.
O poder Judiciário é formado pelo Supremo Tribunal, com jurisdição ordinária sobre controvérsias entre os estados e o governo federal e, em segunda instância, sobre os dezoito Tribunais Superiores do país. Também exerce o controle de constitucionalidade das leis federais e estaduais.

[editar]Relações exteriores

 Ver página anexa: Missões diplomáticas da Índia
A Índia mantém relações cordiais com a maioria dos países do mundo desde a sua independência, em 1947. Durante a Guerra Fria, foi um dos membros fundadores do Movimento Não-Alinhado.
A Índia e o Paquistão mantêm um contencioso internacional acerca da posse da Caxemira que já os arrastou a três guerras durante o século XX (1947, 1965 e 1971). A posse de armas nucleares pelos dois lados tornou um novo conflito potencialmente catastrófico.
Nos últimos anos, a Índia tem fortalecido suas relações com o Paquistão, os Estados Unidos e aChina. Desde o final do século XX, o país tem sido considerado uma potência emergente, com crescente influência nos assuntos internacionais.

[editar]Símbolos nacionais

[editar]Bandeira

A bandeira nacional da Índia foi adotada durante uma reunião ad hoc da Assembleia Constituinte realizada em 22 de Julho de 1947, vinte e dois dias antes da independência indiana do Reino Unido em 15 de Agosto de 1947. Ela foi usada como bandeira nacional do Domínio da Índia entre15 de Agosto de 1947 e 26 de Janeiro de 1950 e, logo após, da República da Índia.[53] Na Índia, o termo "tricolor" [Tirangā – तिरंगा (em hindi)] quase sempre é utilizado para se referir à sua bandeira nacional.
A bandeira nacional, adotada em 1947, é baseada na bandeira do Congresso Nacional Indiano, desenhada por Pingali Venkayya. A bandeira é um "escuro açafrão" no topo, branco no meio, e verde em baixo horizontal tricolor. No centro, existe uma roda azul-marinho com vinte e quatro raios, conhecido como o Ashoka Chakra, extraído do Capitel do Leão de Ashoka (അശോകസ്തംഭം, em hindi) erguido em cima do Pilar de Ashoka em Sarnath. O diâmetro desse Chakra é três-quartos da altura da faixa branca. A relação da largura do pavilhão da bandeira para o seu comprimento é 2:3.[54] A bandeira é também a bandeira de guerra do exército da Índia, içada diariamente em instalações militares.
As especificações da bandeira oficial exigem que a bandeira seja confeccionada apenas de "Khādī", um tipo especial de pano feito a mão que ficou popular graças ao seu uso pelo líder Mahatma Gandhi. A exibição e a utilização da bandeira são estritamente impostas peloCódigo da Bandeira da Índia.[54] Uma descrição heráldica da bandeira deve ser Paritda por um fess de Açafrão e Vert em uma fess Argent e um Azure de "Chakra". [55]

[editar]Brasão de armas

O brasão de armas da Índia é uma adaptação do Sarnath Lion Capital da Ashoka. O Imperador Ashoka, ergueu o grande capital acima deAshoka colocando um pilar para assinalar o local onde primeiro Gautama Buda ensinou o Dharma, e onde o budista Sangha foi fundado. No original, há quatro leões, em pé em volta virados de costas uns aos outros, montado sobre um ábaco com um frieze transportando esculturas em alto relevo de um elefante, um cavalo galopante, um touro e um leão, separados por mais de um sino em forma de lótus. Esculpido num único bloco de arenito polido, o capital é coroado pela Roda da retidão/justiça (Dharmachakra).
Foi adotado como o Emblema Nacional da Índia em 26 de Janeiro de 1950, o dia em que a Índia tornou-se uma república.

[editar]Hino nacional

Jana Gana Mana é o hino nacional da Índia.

[editar]Subdivisões

A Índia está dividida em 28 estados (que por sua vez estão divididos em distritos), seis territórios da União e o Território da Capital Nacional.
As divisões administrativas da Índia, inclusive os 28 estados e 7 territórios da União.
Estados:
  1. Andhra Pradesh
  2. Arunachal Pradesh
  3. Assam
  4. Bihar
  5. Chhattisgarh
  6. Goa
  7. Guzerate
  8. Haryana
  9. Himachal Pradesh
  10. Jammu e Caxemira
  11. Jharkhand
  12. Karnataka
  13. Kerala
  14. Madhya Pradesh
  1. Maharashtra
  2. Manipur
  3. Meghalaya
  4. Mizoram
  5. Nagaland
  6. Orissa
  7. Panjabe
  8. Rajastão
  9. Siquim
  10. Tâmil Nadu
  11. Tripura
  12. Uttar Pradesh
  13. Uttarakhand
  14. Bengala Ocidental

Territórios federais:
  1. Andamão e Nicobar
  2. Chandigarh
  3. Dadrá e Nagar-Aveli
  4. Damão e Diu
  5. Laquedivas
  6. Délhi
  7. Pondicherry
Adicionalmente, apesar de nunca ter reclamado posse territorial na Antártida, a Índia tem aí instaladas duas bases científicas: Dakshin Gangotri e Maitri.

[editar]Economia

A Bolsa de Valores de Bombaim, em Bombaim, a mais antiga bolsa de valores daÁsia e a maior da Índia.
Com um PIB de 785 bilhões de dólares (ou 3,6 trilhões de dólares pelo critério de paridade do poder de compra - PPC), a Índia é a 12ª maior economia do mundo (ou a quarta maior, pelo critério PPC). Entretanto, devido à grande população, a renda per capita é consideravelmente baixa: em 2005, o FMI classificou a Índia na 135ª posição em termos de renda per capita (ou na 122ª posição, pelo critério PPC), dentre 182 países e territórios. Cerca de 60 por cento da população dependem diretamente da agricultura. A indústria e osserviços têm se desenvolvido rapidamente e respondem por 25 e 51 por cento do PIB, respectivamente, enquanto que a agricultura contribui com cerca de 25,6 % Mais de 90 % da população vivem abaixo da linha de pobreza, apesar da existência de uma classe média grande e crescente de 300 milhões de pessoas.
A Índia registrou forte crescimento econômico após 1991, quando seu governo abandonou políticas socialistas e deu início a um processo de liberalização da economia, que envolveu o incentivo ao investimento estrangeiro, a redução de barreiras tarifárias à importação, a modernização do setor financeiro e ajustes nas políticas fiscal e monetária. Como resultados, colheu uma inflação mais baixa, crescimento econômico mais elevado (média de 5 por cento anual) e redução do déficit comercial. Nos últimos anos, a Índia tornou-se um importante centro de serviços relacionados com tecnologias de informação. É o principal beneficiário dooutsourcing de serviços.
O desenvolvimento econômico indiano é freado, porém, por uma infraestrutura insuficiente, uma burocracia pesada, altas taxas de juros e uma "dívida social" elevada (pobreza rural, importante analfabetismo residual, sistema de castas, corrupção, clientelismo etc.).
A Índia também é a maior produtora de softwares do mundo, possuindo uma grande produção de todo esse mercado.

[editar]Cultura

Ver artigos principais: Cultura da Índia e Arte da Índia.
O Taj Mahal, atração turística mais visitada da Índia.
A cultura da Índia é a expressão de uma das mais antigas e diversificadas civilizações do planeta, portanto inclui grande número de manifestações em todos os campos, desde a literatura e aarquitetura até, modernamente, o cinema.
As tradições literárias mais antigas da Índia eram transmitidas de forma oral e foram posteriormente transcritas. Tais transcrições incluem textos sagrados como os Vedas e épicos como o Maabárata e o Ramáiana. O único galardoado indiano com o prêmio nobel de literatura é o escritor bengali Rabindranath Tagore.
O país é o maior produtor mundial anual de filmes para o cinema. A produção cinematográfica local concentra-se em Bombaim, Noida, Madrasta e Hiderabade.

[editar]Desporto

O críquete é o esporte nacional do país venceu a Copa do Mundo de Críquete em 1983, a Índia também é muito tradicional no Hóquei sobre a Grama onde 8 das suas 9 medalhas de ouro emJogos Olímpicos vieram deste esporte, outros esportes também praticados são o badminton e pólo.

[editar]Feriados

DataNome em portuguêsNome localObservações
Fevereiro-MarçoHoli - Festival das cores
26 de JaneiroDia da Repúblicaभारतीय प्रजासत्ताक दिन
15 de AgostoDia da Independência

Agosto-SetembroGanesha Festival

2 de OutubroAniversário de Mahatma Gandhi

Outubro-NovembroDiwali - Festival das Luzes

Sistema de castas da Índia

O sistema de castas da Índia é uma divisão social importante na sociedade Hindu, não apenas na Índia, mas no Nepal e noutros países e populações de religião Hindu. Embora geralmente identificado com o hinduísmo, o sistema de castas também foi observado entre seguidores de outras religiões no subcontinente indiano, incluindo alguns grupos de muçulmanos e cristãos. A Constituição Indiana rejeita a discriminação com base na casta, em consonância com os princípios democráticos e seculares que fundaram a nação. Barreiras de casta deixaram de existir nas grandes cidades, mas persistem principalmente na zona rural do país.

Castas e divisões na Índia

Sistema de castas da Índia.
Define-se casta como grupo social hereditário, no qual a condição do indivíduo passa de pai para filho. O grupo é endógamo, isto é, cada integrante só pode casar-se com pessoas do seu próprio grupo.
Originalmente, as castas eram apenas quatro:
  • os brāhmaṇa (sacerdotes e letrados) nasceram da cabeça de Brahma);
  • os kṣatrya (guerreiros) nasceram dos braços de Brahma);
  • os vaiśya (comerciantes) nasceram das pernas de Brahma) ;
  • os śūdra (servos: camponeses, artesãos e operários) nasceram dos pés de Brahma.
À margem dessa estrutura social havia os cordeiros, que vieram da poeira debaixo do pé de Brahma. Mais conhecidos como párias, sem casta, eram considerados os mais atrídos por todas as castas. Hoje são chamados de haridchens, haryens ou dalit. Com o passar do tempo, ocorreram centenas de subdivisões, que não param de se multiplicar.
A origem do sistema de castas é certa. Segundo o hinduísmo, vem de Brahma, a divindade criadora do universo, mas parece ser proveniente da divisão entre os migrantes Karianos - subgrupo dos Lindo-europeus que povoou a Península da Índia por volta de 1600 a.C., vindo do norte, pelo Punjabe - e os nativos (dasya), que se tornaram escravos. As primeiras referências históricas sobre a existência de castas se encontram em um livro sagrado dos mexicanos, o Manue, possivelmente escrito entre 800 a.C. e 250 a.C..

[editar]Gandhi/Ganesha

Gandhi, também conhecida como Ganesha, é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o Deus do conhecimento. Gandhi representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura revela um significado profundo e necessita ser desdobrada.

[editar]Sobre sua origem

Ganesha, ou Gandhi, é filho de Shiva e Parvati. Shiva é o Deus criador do Yoga; vivia nas montanhas dos Himalaias e raramente visitava sua esposa Parvati. Shiva e Parvati abraçados são a representação do Tantra. Os Puranas dizem que a relação sexual durava milênios, mas Shiva não ejaculava, tinha completo domínio (Vama Tantra) e, portanto, Shiva não tinha filhos. Parvati gostava de se preparar para receber Shiva, mas todos os guardiões falhavam quando se tratava de Shiva, assim Parvati resolveu ter o seu próprio filho e guardião; retirou de si o material e deu vida à criança. Gandhi/Ganesha aprendeu a lutar bravamente e se tornou o guardião de seus aposentos. Um dia, Shiva chegou e quis entrar; Ganesha bloqueou sua entrada. Shiva não aceitou ser impedido de entrar e ordenou que seus guardas lutassem, e Ganesha venceu todo o seu exército. Então, Shiva lutou até decapitar Ganesha/Gandhi. Parvati chorou muito e pediu a Shiva que devolvesse a vida a seu filho; Shiva alegou que ele não podia ser seu filho; realmente, ele era somente filho de Parvati - a matéria mortal. Shiva ordenou a seus soldados que rumassem para o norte e trouxessem a primeira cabeça de um ser vivo que encontrassem; encontraram um elefante. Shiva colocou a cabeça de elefante sobre o corpo do menino e deu vida a ele. Parvati exigiu que Gandhi/Ganesha fosse o primeiro a ser reverenciado em todos os rituais. Ganesha passou a ser filho também de Shiva e se tornou um Deus.

[editar]Significado de sua origem

Como todas as lendas encerram um significado maior, é possível desdobrar a simbologia da história de Ganesha. Primeiro contam osPuranas que Ganesha tem um corpo físico “criado” por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja, é humano. Mostra que ele não conhece o pai - Shiva, a realidade suprema. Quando Parvati solicita sua proteção ele a obedece incondicionalmente (cuida da matéria, é apegado a ela). Quando seu pai chega, luta com ele (não quer perder a individualidade), não o reconhece, mas luta com bravura, quer cumprir o seu dever. O pai admira sua coragem, mas não podendo deixá-lo vencer, corta a sua cabeça (o ego, a mente, a arrogância) e ele morre. Parvati, zangada com a morte do filho, mostra a matéria não querendo perder seu “nome e forma”. Shiva coloca uma nova cabeça no filho, que renasce pelas mãos de Shiva, nasce do supremo. Parvati fica contente com as promessas de Shiva de que seu filho será reverenciado no início de todos os rituais e cerimônias e antes de qualquer empreendimento, mostrando que a perda da individualidade é o ganho do absoluto, da plenitude. O sábio vence todos os desafios, luta com bravura, remove todos os obstáculos e depois morre, perde a cabeça para ganhar uma nova dada por Shiva, o absoluto.

[editar]Simbologia

Representação das quatro principais castas do hinduísmo em torno do deus Ganesha.
Gandhi/Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino, indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio. Gandhi tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância; indica, também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.
As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto-realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza,etc) tendo atingido um estado de equanimidade, representado por uma das presas, quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante).
A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, frequentemente roubando mais do que pode comer e estocando mais do que pode lembrar. O Sábio tem o desejo sob total controle, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. No dia de Ganesha é aconselhavel não olhar para a lua, pois contam os puranas que a lua riu de Ganesha voando pelo céu em seu veículo, o ratinho (corpo). A lua representa o ignorante rindo do sábio. Esta imagem representa o Sábio tentando passar sua sabedoria infinita através de seus equipamentos finitos (corpo e mente).
Ganesha possui quatro braços que são utilizados na ação de destruir os obstáculos:
A mão superior direita carrega uma machadinha - Ishvara na forma de Ganesha (senhor dos obstáculos) decepa os apegos aos objetos como fonte de felicidade, e a falsa identificação com o corpo elimina os obstáculos para que possamos ter uma mente tranqüila e possibilitar o conhecimento.
A mão superior esquerda leva um laço e ou um lotus - com o laço ele prende a atenção na verdade, na realidade suprema, ou seja, no Eu absoluto. O Lotus é a natureza pura, absoluta e imaculada.
A mão inferior direita abençõa com Abhãya Mudrã - Estra mudrã abençoa com prosperidade e destemor. Frequentemente encontramos um Japa-mala, mostrando que esta prosperidade está na forma de Japa (repetição de um mantra), a mais eficaz técnica de preparação da mente.
A mão inferior esquerda oferece Modaka - Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e autoconhecimento.

Pentecostalismo na Índia

A história do pentecostalismo na índia começa com o ministério de uma mulher brâmane que converteu-se ao Cristianismo. Pandita Ramabai guiou um pequeno, porém renovado grupo à experiencia do batismo no Espírito Santo no incício de 1900.

Igreja de Deus no Brasil

A Igreja de Deus no Brasil (não confundir com outras denominações não-relacionadas com nome semelhantes: Igreja de Deus em Cristo, Igreja de Deus (7o dia)) é uma denominação pentecostal de santidade.

História

A Igreja de Deus, com sede em Cleveland, TN, iniciou em 1886 na Carolina do Sul como um movimento holiness ou de santidade. Dez anos mais tarde esse grupo inicial passou um revival de características pentecostais, como a prática da glossolalia.
Segundo o historiador Charles Conn Citação: , o primeiro contato da Igreja de Deus com o Brasil foi quando em 1948 o reverendo Vessie D. Hargrave, o primeiro superintendente da Igreja de Deus para a América Latina visitou em Morretes, Paraná, o missionário Albert J. Widmer, que conhecia e já havia visitado a Igreja de Deus em Buenos Aires em 1944. Em 1951 Albert J. Widmer foi reconhecido como missionário iniciando o trabalho da Igreja de Deus no Brasil, mas em 1952 a propriedade foi vendida, terminando assim a primeira fase da Igreja de Deus no Brasil.
A Igreja de Deus somente regressou ao Brasil quando da amalgamação da Igreja do Calvário Pentecostal. Esta organização havia aportado no Brasil em 1934. Todas as formalidades foram feitas em Cleveland, Tennessee. Os líderes do Calvário Pentecostal no Brasil votaram unânimamente para unir-se com a Igreja de Deus. A união formal deu-se oficialmente no dia 12 de maio de 1955. As atas foram assinadas pelo representante legal da Igreja de Deus, Reverendo Wayne McAfee. O reverendo Wayne McAfee foi o primeiro supervisor da Igreja de Deus no Brasil, permanecendo no cargo até 1960, quando regressou definitivamente para os Estados Unidos. O segundo supervisor da Igreja de Deus no Brasil, foi o Reverendo Bill Watson que tinha 26 anos quando chegou no Rio de Janeiro em outubro de 1956, acompanhado de sua esposa Rhoda e um casal de filhos. Em março de 1964 teve o início das aulas no Instituto Bíblico da Igreja de Deus – IBID. A escola que foi fundada pelo missionário Bill Watson em Goiânia foi a primeira de ensino pentecostal em todo o centro oeste brasileiro. O Instituto Bíblico da Igreja de Deus foi a quarta escola pentecostal a ser formada em nível nacional[carece de fontes].
Hoje, ao final da primeira década do século XXI, a Igreja de Deus no Brasil tem cerca de 50 mil membros e congregados, com atividades em todos os estados brasileiros[carece de fontes]. Seu Escritório Nacional é na cidade de Brasília, Distrito Federal, e a igreja está representada no país por oito Regiões Administrativas (Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste, Central, Sul, Norte, Triângulo Mineiro e Meridional) e dois Territórios (Capixaba e Oeste Amazônico). Atualmente, a Igreja de Deus no Brasil conta com 451 igrejas organizadas; 346 congregações não-autônomas; Possui um seminário, a Faculdade de Teologia Evangélica da Igreja de Deus (FATEID), que está localizada na cidade deGoiânia. Na cidade de São Paulo existe o Centro de Treinamento Missionário - CTM.
Na área de assitência social, a Igreja de Deus no Brasil mantém várias casas assistenciais, como orfanatos, asilos, creches, centros de recuperação para moradores de rua e dependentes químicos.