quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Senhor, ensina-nos a orar"

A relação entre conhecimento e a vida prática de oração
“Senhor, ensina-nos a orar”, evocava humilde e esperançoso um dos discípulos (Lc 11.1). O incógnito suplicante fizera uma das orações mais breves de toda Escritura. No desejo de aprender a orar, suplicou, e prontamente foi atendido. Jesus ensinou-lhe a essência e o paradigma da oração cristã eficaz.

A oração estava presente e arraigada na religião e cultura judaicas de tal modo que não temos qualquer perícope nas Escrituras que interrogue a respeito de sua definição. Ensinar a orar não é a mesma coisa que definir o que é orar. Os discípulos de Cristo, assim como os de João ou dos fariseus, não questionavam seus mestres a respeito do significado da oração. Ensinar a orar diz respeito à liturgia, à forma; definir a oração tem a ver com a teologia.

O súplice sabia mais da teologia da oração do que de sua forma. Ele não precisava que Jesus a definisse, pois o povo israelita possuía uma longa tradição teologal e litúrgica nas quais a oração era componente essencial do culto a Javé. O conceito de oração era de pleno conhecimento do israelita adulto, razão pela qual não havia necessidade de o discípulo incógnito perguntar por sua plena significação. Entrementes, sentira a urgência de apreender a sua essência e forma.

Apesar de inserido em uma sociedade cúltica e orante, vira que seu Mestre invocava a Deus com a mais íntima comunhão. O particípio presente do verbo proseuchomai, “orando”, possibilita a interpretação de que os discípulos estavam presentes nesse “certo lugar” (Lc 11.1); caso não estivessem presentes, o que parece não ser o caso, chegaram enquanto Jesus ainda orava.

Se fazia parte da tradição o rabino ensinar aos seus discípulos como se deve orar, como atesta o complemento “como também João ensinou aos seus discípulos”, então, era oportuno que o aprendente interrogasse seu mestre a respeito do assunto. Assim, embora não perguntasse ao ensinante o que é oração, indagara a respeito de como deveria orar, uma vez que, de acordo com Joachim Jeremias, na época do Novo Testamento, o judeu piedoso “rezava três vezes ao dia”,[1] indicando assim, que não era preocupação do judeu orante a definição de oração, mas em que a oração do Galileu diferia-se da tradição.

As duas proposições, como orar e o que é oração demonstram, entretanto, uma relação entre a experiência cúltica da oração e a definição teórica que a orienta. A experiência é a expressão prática, mas a definição, a expressão doutrinária. Se o discípulo fizesse a segunda pergunta, seu interesse seria teológico e dogmático, porém, como fez a primeira, demonstra maior preocupação com a forma e prática da oração do que em sua episteme. A primeira indagação é litúrgica e cultual; enquanto a segunda, doutrinária e teológica. Esta traduz a teoria, mas aquela, a experiência religiosa. As duas não são antagônicas, mas complementares.

De acordo com Joachim Wach, a expressão teórica e a experiência religiosa estão entrelaçadas, de modo que uma não se sobrepõe à outra. Segundo o autor

A expressão cultual (prática) da experiência religiosa precede a expressão teórica, ou os elementos doutrinais são os que determinam as formas nas quais o culto será realizado? [...] A interpretação mais plausível parece ser a que considera tanto a expressão teórica como a prática como estando inextricavelmente entrelaçadas e a que desaprova qualquer esforço de atribuir prioridade seja a uma, seja a outra.[2]

Correndo o risco de perturbar a clareza de nossa assertiva, a experiência religiosa para Wach refere-se à expressão prática no culto e nas formas de adoração. A manifestação dessa experiência religiosa se realiza na doutrina (teoria), no culto (prática) e na comunhão (sociologia),[3] isto é, no conteúdo, forma e coletividade.

De acordo com o autor, o culto forma, integra, e desenvolve o grupo religioso através de seus principais elementos (a oração, o sacrifício e o ritual).[4] O culto, na acepção sociológica, se compõe dos exercícios religiosos que relacionam e integram o homem e o seu grupo religioso ao sagrado.

As experiências religiosas advindas principalmente da prática litúrgica e da comunhão do grupo, segundo Severino Croatto, são influenciadas pela experiência humana que é sempre relacional. [5] Assim, a oração não é uma manifestação religiosa articulada fora da experiência humana e do grupo religioso. Ela pertence ao jogo de linguagem, segundo Wittgenstein[6], e às representações religiosas coletivas que exprimem, segundo Émile Durkhein, realidades coletivas[7] e, como elemento que integra o rito, constitui-se um elemento de mediação hierofânica. Por conseguinte, a oração não é uma manifestação religiosa articulada fora da experiência humana e do grupo religioso.

Portanto, o discípulo orante não necessitava do conceito de oração, já que a prece fazia parte de sua experiência religiosa, mas de sua realidade cúltica, transformacional e mediadora, suplantada pelo tradicionalismo de então. As formas mecânicas da oração hebreia contrastavam com a oração vivificante de Cristo, razão pela qual o pedinte suplica por sua fórmula em vez de sua significação.

Ainda preso aos tentáculos do tradicionalismo, pensava ele que a essência da oração era sua forma, suas estruturas e ritos. O discípulo conhecia a teoria, mas essa se opunha a prática vigente. Por conseguinte, teoria e forma, doutrina e liturgia não se dicotomizam, muito embora seja possível romper a forma da essência e a doutrina da liturgia. A teoria e a experiência religiosa, por mais que se conflitem, estão entrelaçadas.

Wach critica aqueles que separam a teoria (a fórmula racional) da experiência religiosa (a manifestação prática). Considerou equivocada a posição dos teóricos que atribuem à religião um caráter apenas reflexivo e, principalmente, a de Schleiermacher, para o qual as ideias são estranhas à religião e devem ser substituídas pela intuição.[8]

Para Schleiermacher, a religião não é conhecimento e muito menos atividade que condiciona a vida moral (ação), mas tão somente sentimento, uma experiência meditativa (andächtiges Erleben), ou como Mendonça define a concepção schleiermacheana, “presença do infinito no finito”

    Baseando-se na psicologia, Schleiermacher afirma que o sentimento constitui a faculdade peculiar da vida religiosa. Religião não é conhecimento, assim como não é a atividade que condiciona a vida moral, mas é sentimento. Presença do infinito no finito.[9]

Ambas as teorias, as que negam o conhecimento teórico e as que atribuem apenas o caráter reflexivo da religião, são opiniões unilaterais que reduzem e minimizam a religião e suas “diferentes formas de expressão”, afirma Wach.[10]

Todavia, Wach concorda com Max Scheler, segundo o qual o conhecimento religioso não existe antes de sua expressão cultual. O ato religioso pode ser ato mental [geistiger] de natureza psicofísica.[11] A adoração, por conseguinte, é um dos meios para o crescimento do saber religioso e a linguagem o instrumento que expressa a experiência religiosa. A linguagem religiosa, entretanto, não é neutra, mas traduz a experiência sagrada. É desvelamento e mistério.

Félix-Alexandro Pastor, nomeia a linguagem da experiência religiosa como: doxologia cúltica – expressiva da própria fé, sem excluir referências informativas e normativas –, analogia – de tendências informativas –, e homologia – de caráter normativo.[12] Por conseguinte, múltiplas são as linguagens que traduzem a experiência cúltica e religiosa; elas não se anulam e muito menos se excluem mutuamente, pelo contrário, complementam-se.

Portanto, não há qualquer contradição no fato de o discípulo inquirir como orar em vez de o que é oração. As duas questões encontram-se no epicentro do culto e sintetizam-se na experiência e na linguagem religiosa.
 
Notas

[1] JEREMIAS, J. Teologia do Novo Testamento. 2.ed.rev.at. São Paulo: Teológica, 2004, p.115.

[2] WACH, Joachim. Sociologia da religião. São Paulo: Paulinas, 1990, Coleção Sociologia e Religião, p.31.

[3] Id.Ibid., p.12,30-49.

[4] Id.Ibid., p.56,57.

[5] CROATTO, J. S. As Linguagens da experiência religiosa: uma introdução à fenomenologia da religião. 2.ed., São Paulo: Paulinas, 2004, p.41-46.

[6] WITTIGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. Rio de Janeiro: Vozes, Coleção Pensamento Humano, p.27.

[7] DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 212. Importante para a compreensão do caráter coletivo da oração é a definição de Durkheim a respeito da religião e de sua manifestação social: “A religião é uma coisa eminentemente social. As representações religiosas são representações coletivas que exprimem realidades coletivas; os ritos são maneiras de agir que nascem no seio dos grupos reunidos e que são destinados a suscitar, a manter ou a refazer certos estados mentais desses grupos.

A Prosperidade Bíblica

José e Uzias como paradigmas da verdadeira prosperidade cristã
A prosperidade no Antigo e Novo Testamento. No Antigo Testamento a palavra hebraica para prosperidade é tsälëach. O vocábulo significa "ter sucesso", "dar bom resultado", "experimentar abundância" e "fecundidade". Já em o Novo Testamento, o vocábulo usado é euodóö, que significa "ir bem", "prosperar", "ter sucesso". Na Almeida Atualizada, a palavra "prosperidade" aparece vinte e três vezes, enquanto na Corrigida onze (Sl 30.6; 35.27; 73.3; 122.7; Pv 1.32; Ec 7.14; Jr 22.21; At 19.25; 1 Co 16.2). Se acrescentarmos as palavras "próspero" e "próspera" teremos muitas outras ocorrências nas duas versões. Portanto, a Bíblia tem muito a ensinar a respeito da prosperidade.

A prosperidade exemplificada na vida de José. No Antigo Testamento, o termo é usado para referir-se ao sucesso que Deus deu a José no Egito (Gn 39.2,3,33). Se tomarmos a vida de José como exemplo, poucos diriam que a trajetória do menino sonhador foi de sucesso: odiado pelos irmãos, vendido aos ismaelitas, escravo e encarcerado no Egito. Quem afirmaria que José foi um homem próspero? A Bíblia. No conceito da teologia da prosperidade e triunfalista, José somente foi bem-sucedido no final da carreira. Mas, anteriormente ele não era abençoado por Deus? Era. Mas apenas os que compreendem o que de fato é a verdadeira prosperidade são capazes de compreender o sucesso em meio ao ódio, castigos e prisões (Gn 45.5,7-9). O plano dos irmãos de José era matá-lo, porém Deus interveio conservando-lhe a vida (Gn 37.20-22). Os mercadores ismaelitas poderiam vendê-lo para qualquer outra tribo ou povo, mas por que o Egito? Porque Deus o estava conduzindo até a terra dos faraós. No Egito, poderia ser vendido a qualquer nobre, mas por que a Potifar? Porque era na casa de Potifar que ele enfrentaria a mais dura prova até ser levado ao governo do Egito. Deus estava em todas as circunstâncias guiando os passos de José (Sl 37.23). A prosperidade na vida de José não é medida pelo grau de privilégios que ele desfrutou até ser governador, mas em cumprir a vontade de Deus em todas circunstâncias e vicissitudes.

A prosperidade exemplificada na vida de Uzias. A Escritura afirma que Uzias "buscou o SENHOR, e Deus o fez prosperar"(2 Cr 26.5). No contexto bíblico, a verdadeira prosperidade material ou espiritual é resultado da obediência, temor e reverência do homem a Deus. Uzias fez o que era justo aos olhos do Senhor e, como recompensa, Deus lhe deu sucesso em tudo o que fazia. José era justo, mas a sua retidão não lhe trouxe prosperidade imediata. Uzias, no entanto, enquanto permaneceu fiel ao Senhor prosperou em tudo o que fez. Porém, a Escritura afirma que o coração de Uzias se exaltou e transgrediu este contra o Senhor, perdendo toda honra que o Eterno houvera concedido (2 Cr 26.16-23).

Na vida de Uzias observamos a prosperidade condicionada à obediência, temor e reverência a Deus (2 Cr 26). O rei era próspero enquanto permanecia fiel ao Senhor. Na vida de José, observamos justamente o contrário. Ele permaneceu fiel por toda a vida, mas esta fidelidade não se traduziu em bênçãos e sucesso material imediatos. Uzias começou bem e terminou mal. José começou odiado e como escravo e terminou como governador do Egito. O equilíbrio entre os dois exemplos é a fidelidade a Deus. Seja fiel a Deus em todas as circunstâncias!

O Coração de Marta no Mundo de Maria

Uma homenagem às missionárias Eva Maria e Miriam Reiche
Ao lermos embevecido as magistrais páginas do Novo Testamento, encontramos personagens que inspiram-nos a viver a vida cristã em sua dimensão mais profunda. Dentre esses destacam-se intrépidas mulheres, que apesar de viverem na sociedade patriarcal hebraica, demonstraram ousadia em professar a sua fé.  Os nomes das que se assentam na galeria neotestamentária somam-se às dezenas, os das anônimas, às centenas. Nem mesmo a história de um povo e de uma época machista, pode apagar as pegadas históricas da mulher que teme e ama a Deus (Mt 26.13).
Marta, a Anfitriã de Betânia (Lc 10.38-42)

Nos limítrofes de nossa inquirição exala o perfume adocicado de uma rara flor denominada ‘Marta’. Seu nome, procedente da língua aramaica (Martâ’), persiste através do idioma grego ou koinê (Martha). O declínio das duas línguas que perpetuam o nome da irmã de Lázaro não foi capaz de eclipsar o intenso brilho de seu testemunho e serviço ao Messias. De significado vigoroso, Marta ou senhora, era a irmã mais velha entre os seus irmãos (Lc 10.38). Seu nome, longe de ser um apelativo, a situava dentro do papel social da família judaica daqueles dias. Era a ‘senhora’ responsável por todo o formalismo cerimonial da recepção judaica ao se receber em casa um conviva. Esse fato tem sido incompreendido por aqueles que veem na amorosa admoestação de Jesus em Lucas 10.41,42, uma repreensão acre ao caráter pragmático de Marta. Receber um rabino em casa era uma tarefa hercúlea que exigia esforço e completa dedicação. Não se pode roubar o perfume de uma flor, muito menos extinguir os méritos sacrificais de uma mulher que ama ao Senhor através de seus serviços.

Marta, semelhante a sua irmã, Maria, assentava-se aos ‘pés de Jesus’ e ‘ouvia a sua palavra’, mas sua responsabilidade como anfitriã a distraia (Lc 10. 39,40). Estava bifurcada em dois sentimentos opostos: o de adorar através de seu serviço, ou similar a Maria, por meio de seu amor atencioso. Marta, a senhora, estava só e sobrecarregada de afazeres impostos pela etiqueta social, não era vilã, mas cordial e principesca (Lc 10.40). O serviço de Marta garantia a tranquilidade da adoração de Maria, assim como as ocupações litúrgicas de várias mulheres cristãs anônimas permitem a adoração daqueles que adentram a nave dos templos evangélicos. As filhas de Marta são como as colunas dos grandes edifícios modernos, não aparecem, mas sustentam toda a estrutura. Assim como Jesus amava a Marta, ama as mulheres cristãs que se consagram ao seu serviço: “Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro” e a você, filha de Marta (Jo 11.5).
A Confissão de Marta (Jo 11.19-30)

O  hálito gélido do vento leva o perfume das pétalas da flor, assim como Marta foi levada a Jesus pelo falecimento de seu irmão Lázaro (Jo 11.19,20). Os ventos outonais da vida, assim como o aluvião das chuvas de verão, não apenas trazem consigo a dor, mas também disseminam as sementes da esperança. O mesmo vento que arrasa e a mesma inundação que arrasta, são os mesmos que levam a vida a solos estéreis.

O caráter, idoneidade e fé da “senhora de Betânia” são provados diante da ruptura da vida e do laço com a morte. Um rio em condições normais deposita sedimentos não visíveis aos olhos desatentos, mas agitando-se a água todo o resíduo emerge de suas profundezas. Dificilmente se reconhece a fé e firmeza de uma mulher cristã, quando esta apenas recebe bênçãos, mas vindo a adversidade todo o substrato do seu interior se manifesta, que pode ser tanto límpido quanto turvo. 

A Maria coube-lhe o mérito do amor sacrifical demonstrado pelo seu gesto profético em João 12.3, mas a Marta o de na tempestade articular a segunda declaração de fé cristológica, semelhante a do apóstolo Pedro em Mateus 16.16: “Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao Mundo”.

Um sentimento acre-doce, pesar e esperança, apropriou-se de Marta. Estático, não muito distante de sua casa, o cheiro de morte, forçava a rocha sobre o túmulo. Em movimento crescente exalava o perfume da vida em direção a Marta (Jo 11.20). Maria, sua irmã, permanecia ouvindo as lamúrias das carpideiras, enquanto Marta vai ao encontro de Jesus. Duas coisas a “senhora de Betânia” sabia: que tudo quanto Jesus pedisse ao Pai, Ele o faria, e que haverá ressurreição no último dia (Jo 11.22,24).

Marta na adversidade, não se recolheu, mas creu. No sofrimento não ficou estática - essa é a posição de quem está morto -, porém superou as intempéries, e foi em direção à vida que não estava distante dela, assim como não estava de Maria (Jo 11.20,28). O sofrimento revelou que no íntimo de Marta, havia muito mais do que aquilo pelo qual ainda hoje ela é medida – serviço. Este, ao contrário, não era impulsivo, mas movido por plena fé e urgência sacrifical.
O Verdadeiro Culto Cristão (Jo 12.1-11)
Os elementos necessários a um verdadeiro culto evangélico podem ser percebidos na passagem joanina em epígrafe. O local é a aldeia de Betânia, conhecida como “casa de tâmara”, que representa em João, a comunidade dos restituídos. A primeira restituição e a de Simão, o anfitrião da ceia. Este, anônimo no Evangelho de João, é conhecido pela comunidade dos discípulos por “Simão, o leproso”. Uma leitura despretensiosa de Levítico 13 demonstra como o leproso está desqualificado a viver em comunidade: afastado de sua família e da comunhão religiosa. Todavia, este homem é restituído não somente à saúde física, mas também à comunidade, através de seu encontro com Jesus. Ele nos ensina o primeiro elemento necessário ao culto cristão: a gratidão. Verdadeiros adoradores agradecem ao Senhor em todo o tempo (Sl 103).

O segundo personagem é Lázaro, o ressuscitado. Este foi reintegrado à vida. O cheiro de morte é dissipado pela fragrância da vida. Está reclinado à mesa com Jesus, ensinado-nos que em uma verdadeira adoração, os adoradores têm expectativa. Lazáro está atento às palavras de Jesus. Na oração dominical somos ensinados a orarmos com expectativa: “Venha a nós o teu reino” (Mt 6.10).

Marta, a “senhora de Betânia”, serve. A verdadeira adoração não se limita ao amor de Maria, a gratidão de Simão, ou a expectativa de Lázaro, mas transcende através do serviço: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). É por esta razão que Paulo afirma que aquele que recebeu o dom de serviço deve servir (Rm 12.7).

Marta serviu ao Senhor, assim como você o serve, quando prepara na cozinha o alimento para aqueles que adoram, ou quando cuida da higiene do templo para receber a igreja de Cristo.

Evangélicos entregam bíblias em braile no interior paulista

Leitura das Escrituras em braile foi feita por um dos pastores presentes
Evangélicos entregam bíblias em braile no interior paulista
Representantes do Conselho de Pastores e da Sociedade Bíblica do Brasil doaram bíblias em braile para a Associação de Deficientes Visuais de Taubaté e a Biblioteca Municipal, na Câmara. O evento contou com a presença de pastores, líderes evangélicos e autoridades civis.

Os representantes da diretoria do Conselho de Pastores, André Zion Roth, Santo Exposito e Roberto Moreira conduziram a cerimônia e promoveram momentos de oração e louvor.

“Taubaté é a segunda cidade do Brasil a ter bíblias em braile, motivo de orgulho para nosso povo, porque nos coloca na rota certa para que projetos que visem à inclusão social saiam do papel e tornem a vida dos deficientes mais acessível e prática”, afirmou pastor Roth. Ele lembrou o “Congresso pela causa da Bíblia”, realizado na escola Henrique Saad Vialta no primeiro semestre.

A leitura das Escrituras em braile foi feita por Renato, que pregou sobre um trecho do Evangelho de João.
 

Aumenta a Repressão aos cristãos na Síria

Muitas construções que mantém serviços cristãos foram fechadas por não serem sancionadas oficialmente como igrejas
Aumenta a Repressão aos cristãos na Síria O estado secular sírio tem sido um dos lugares mais livres no Oriente Médio para praticar religião. Mas uma recente repressão a cerca de um décimo das pessoas da Síria, é causa de nervosismo. Muitas construções que mantém serviços cristãos foram fechadas por não serem sancionadas oficialmente como igrejas.

Estrangeiros que servem em igrejas protestantes contaram que seus vistos não serão renovados por causa de um decreto que os bane de trabalhar pelo evangelho, como as igrejas protestantes são conhecidas.

Acampamentos de verão foram cancelados e as medidas foram tomadas unicamente contra as igrejas protestantes, que fornecem comida para os refugiados do Sudão e Iraque e trabalhadores exilados, assim como os Sírios. Dezenas de milhares de cristãos iraquianos fugiram da Síria desde os ataques seguindo a invasão americana do Iraque em 2003.
 
Porém independente das igrejas locais, todos licenciados pela Sínodo Evangélico Nacional da Síria e Líbano (tradução livre) tem sido atingida, também. Nadim Nassar, um clérigo, disse que a tensão na região fez a vida mais difícil para todos os grupos protestantes. “O protestantismo tem sido visto como uma extensão do Ocidente e os grupos protestantes foram afetados por um retrocesso contra si”.

A principal razão para a repressão é que os líderes católicos e ortodoxos, insatisfeitos com o sucesso dessas novas igrejas, reclamaram para o governo. A conversão de muçulmanos ao cristianismo é ilegal, mas as igrejas também têm um entendimento de que não deveriam persuadir a outros membros. Os protestantes parecem ter desconsiderado essa regra informal. “Temos igrejas o suficiente – mas os protestantes estão roubando nossas ovelhas,” disse um pastor ortodoxo, que pediu para não ser identificado.

Estudo revela que aumenta perseguição religiosa

Mais de 1.800 cristãos foram assassinados no Egito nas últimas três décadas
Estudo revela que aumenta perseguição religiosa O Egito é um dos países em que a perseguição a cristãos mais preocupa. Mais de 1.800 cristãos foram assassinados nas últimas três décadas.

A perseguição religiosa não para de aumentar em todo o mundo e a situação dos cristãos a viver em países de maioria islâmica é particularmente preocupante. Estas são algumas das conclusões do Relatório de 2010 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que analisa a situação de 194 países entre Janeiro de 2009 e os primeiros meses deste ano.

O relatório é da responsabilidade da fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e será lançado hoje na Biblioteca da Igreja de S. Nicolau, em Lisboa (Baixa), por volta das 16h. Entre as situações destacadas sublinha-se a perseguição que sofrem os cristãos no Iraque e noutros países de maioria islâmica.

No Iraque, por exemplo, a violência anticristã não parou em 2009 e na primeira metade de 2010, com momentos de verdadeira perseguição.

O Paquistão é outro dos pontos críticos e mais mediáticos: a 19 de Julho de 2010, Rashid Emmanuel e Sajid Masih Emmanuel, dois irmãos cristãos que estavam a ser julgados depois de serem acusados de blasfémia, foram mortos a tiro à saída do tribunal.

Outras situações registadas arrastam-se no tempo: no Egipto, e durante os últimos trinta anos, foram assassinados cerca de 1.800 cristãos e foram perpetrados cerca de 200 atos de vandalismo contra propriedades destas pessoas, sem que ninguém fosse levado perante um tribunal.

O documento analisa a situação dos cristãos e de outras confissões religiosas, denunciando casos de perseguição e de atropelos a um direito fundamental consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

A publicação, com mais de 500 páginas, registra os casos mais dramáticos no período estudado em várias nações onde a liberdade de culto é negada das maneiras mais violentas e nas quais os crentes são perseguidos, em alguns casos até à morte.

O estudo assinala que a perseguição religiosa aumenta em todo o mundo e fala em graves limitações à liberdade de culto e de consciência, além de limitações legais à liberdade religiosa e episódios de repressão legal.

Centenário do pastor Elyseu Queiroz de Souza

Entre os dias 26 e 28 de novembro a AD de Jundiaí fará uma grande festa
Na próxima segunda-feira, o pastor Elyseu Queiroz de Souza, presidente de honra da Assembleia de Deus de Jundiaí (SP), completará seu centésimo aniversário. E entre os dias 26 e 28 de novembro a AD de Jundiaí, hoje presidida pelo pastor Esequias Soares da Silva, celebrará o centenário deste estimado pastor.

Pioneiro das igrejas Assembleias de Deus no interior de São Paulo, o pastor nasceu em 22 de novembro de 1910, na cidade de Água Branca (atual Delmiro Gouveia), no Esta¬do de Alagoas.

Filho de Pedro Queiroz de Souza e Ana Maria de Queiroz, Elyseu Queiroz casou-se com Eunice Cavalcante Queiroz, e desta união Deus lhes deu quatro filhos: Eliseu Sérgio, Joel, Jaziel e Elizabete.

Aos 20 anos o jovem Elyseu conheceu na casa de seu irmão mais velho, o jornalista Sérgio Queiroz, um “livrinho meio amarelado” com a inscrição “Bíblia”. Era uma Bíblia de Figueiredo (tradução de Padre Figueiredo). Elyseu então perguntou: “Sérgio, este livro aqui, o que é isto?” Ele respondeu: “Isto aí é uma Bíblia. Aí tem histórias de como foi criado o mundo”. O irmão mais velho era católico romano, mas deu ao mais novo uma explicação, como jornalista, dizendo: “Isso aqui não tem mais valor”. E mostrando o Novo Tes¬tamento, Sérgio recomendou: “Olha, você deve ler aqui”. Então, ele começou a ler aquela Bíblia, e a se deleitar com a leitura e assim Elyseu converteu-se ao evangelho; lendo a Bíblia.

Durante o final de semana da celebração do centenário do Pastor de Honra da AD de Jundiaí, a igreja celebrará também o 15º aniversário de inauguração do Templo Sede.


A equipe do CPAD News parabeniza o estimado pastor pela ocasião do seu centésimo aniversário e deseja que as bênçãos do Senhor continuem a ser derramadas sobre a sua vida e da sua família.